sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Deixado de Lado

As folhas caem, o tempo passa...e o mesmo eu retorna...

O mesmo corpo, a mesma fadiga de viver...

Voltamos ao ponto de partida da mesma estrada perdida da minha solidão...

Como pode alguém ser tão sozinho quando envolta por tanta gente?

Ao ponto de que nem quem fala com você nota sua presença...

Havia um tempo em que eu ainda acreditava...

Acreditava no mundo...acreditava em tudo...

Mas eu estava ocupado demais para perceber...

Que enquanto o mundo gira, os poetas morrem e as pessoas mudam

Agora o que me resta é andar por entre as folhas caídas...

Para onde não sei...Sem rumo, sem destino certo...

Uma escolha não intencional...Me tirem daqui...

Não finja que se importa agora...

Eu não quero mais...

Eu não escolhi ser deixado de lado...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A manisfetação da dor

Eu escrevo por que a dor é a minha inspiração

É vil e sórdido pensar assim, mas é o que motiva a imaginação

O poeta pode ser um fingidor, não sentir a turbulência da situação

Mas todos sabemos que as maiores belezas do mundo machucam

A magnificência da dor...

A lembrança da alegria é efêmera

Enquanto a recordação da dor, será sempre a mesma dor...

Eles podem até parecer felizes no palco...

Mas ao final do espetáculo, no camarim, é que as mascaras caem...

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Paradoxos desconexos

Feche os olhos e me diga: o que você vê?

Uma janela para a liberdade ou as grades para uma prisão?

Um céu azul com um sol radiante ou um grande manto negro?

Cada um escolhe o que quer ver...

O mundo é tão frio para quem não quer sentir...

É tão fácil fazer sangrar um coração...

Novos dias de luz chegarão...a qualquer momento...

E todas as chagas sobre o mundo serão curadas...

Todos os nossos erros serão absolvidos!

Eu vejo rabiscos nesse chão de terra batida...

Segredos de uma criança? Confissões de um ancião?

Um céu cinza esconde os prazeres de um belo dia de inverno...

Uma grande lua prateada revela as belezas de uma bela noite de verão...

Você tece suas linhas do amanhã nas caminhos de hoje...

As lembranças do passado, são meras fugas do presente...

Mas não se engane com a minha presença...

Pequenos detalhes podem estar incrustados em meu olhar...

Não se engane com meu sorriso...

Eu posso estar guardando mais do que você pode imaginar...

Abra seus olhos e diga: o que você consegue ver?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011


O que nos leva a pensar que podemos perder algo que realmente nunca foi nosso?
Quem inventou que o que se quer se pode ter, sem nenhuma consequencia ou dor?
Só se ama realmente o que se perde,
E quando foi perdido não se acha mais...
E se achamos, já não é o mesmo.

As cicatrizes da viagem de auto-piedade, 
Da jornada interior após a perda,
Mostram o quanto não se sabia sobre o carinho por alguém.
Alguns não aguentam, tentam disfarçar com tatuagens de novos amores pseudo-resolvidos
Enquanto existem os enganadores, que ostentam suas marcas dizendo tê-las superado.

Só aquele que realmente percebeu o que perdeu
Somente o nostálgico careta percebe,
Que mesmo tendo sofrido tanto, o passado não lhe pertence mais
E o presente é doloroso, mas é uma lição...
Para que o futuro floresça, e você continue achando a vida bela.

Pois uma rosa mesmo bela machuca,
E nem por isso você deixa de apreciar a sua beleza.
Amor nunca encontrado não é amor perdido
É amor frustrado, doído, vazio.
E aquele que diz ter perdido um amor e não tem suas cicatrizes para mostrar
Não deve ser digno de se confiar...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Little Girl

Queria não pensar tanto...

Não me importar tanto com as coisas que eu considero errado...

Esse é o mundo real, eu preciso me acostumar...

Não é maldade ou chateação, é apenas preocupação exagerada...

Minha pequena...Que agora eu já não sei se posso mais chamar de minha...

Não pense demais...

Tantos mundos, tantas vidas e fomos cair logo nesse abismo...

Peço desculpas por não poder ser o que você quer que eu seja...

E por escrever apenas essas breves linhas...

É que quando o medo bate a porta, é que a nos damos conta...

Que, às vezes, os sonhos podem ser realidade...E o tempo passar voando para nós...

segunda-feira, 29 de março de 2010

E caminhando pelo mundo eu vou
Tentando não me prender a lugar algum
Deixando apenas um rastro de poeira
E um crepúsculo oriental para trás....

Sigo o caminho das pedras tentando desviar do caminho de espinhos
E procuro o caminho das rosas
Mas sei que antes de chegar aos elíseos
O caminho será nebuloso e sulfúrico...

Mas o que é o ser humano sem a dor?
Sem nenhuma demonstração de que se sente alguma coisa,
Ruim ou boa, saudável ou não
Sem sentimentos não nos distinguimos das criações feitas por nós
Sem consciência de que existe um determinado momento
Onde o que importa não é o todo que todos dizem
E sim o indivíduo pleno em suas certezas e dúvidas...

sábado, 27 de março de 2010


E novamente sem ter nada ocupando a mente eu me pego pensando no que poderia fazer
Penso em quem poderia encontrar, onde poderia estar...
E mesmo não querendo, mesmo indo pra outro lugar, eu sei exatamente o lugar aonde gostaria de estar...
Devaneios tolos de uma mente desocupada, uma jovem que se tranca em sua mente
Que anseia por aflorar os mais íntimos sentimentos, as mais loucas vontades e os mais tristes pesares

Voar...
Quem dera voar por entre a floresta de confusões que habita minha mente
Ou construir uma estrada, não a de tijolos amarelos (ou talvez sim, por que não?)
Mas uma estrada real, que leva a um local real, a um ser real, a você

E sem pensar nesse papo de amor e alma gêmea, sem essa baboseira de apaixonados e afins
A paixão é um guia cego, que é traiçoeiro e doce
E te leva onde quer
E o guia da cegueira rubra, não vê cor, raça, credo ou classe social
Ele só leva, sem medir as consequências, até a tênue linha entre sanidade e loucura...

domingo, 21 de março de 2010

Agora, de verdade verdadeira, eu sei o que é.
Sei o que é sentir aquele aperto no peito, aquele vento que traz um perfume.
Sei o que é olhar repetidamente para uma foto,
esperando que alguém saia de dentro dela e se materialize na minha frente.
Sei o quanto é angustiante esperar um sinal, uma palavra e dia após dia, só sentir o silêncio.
Sei o que é dormir com o celular ao lado esperando uma ligação, e também sei o que é não conseguir dormir,
por não receber um retorno sequer.
Sei bem o quão demorada pode ser uma semana, ou quão lento pode ser o passar de um ou dois dias.
Sei agora que aquelas cenas de filmes, do mocinho encontrando a mocinha depois de um tempo (aqueles com os quais eu tanto choro), não existem.
Sei que não importa o quanto ou o que você espere, nem sempre todos conseguem te enxergar.
Sei que anos não aplacam o medo de falar, e mesmo quando o medo morre, pode ser que morra também a sua oportunidade.
Sei o gosto da ansiedade, aprendi também o gosto amargo da despedida.
Agora eu sei o que é a saudade, e sei também o que é a solidão.
by Karen

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Sempre o Olhar...

Esses olhos negros, de olhar intenso e ameaçador, insultam ao mesmo tempo que me seduzem.
Há um cantinho dentro desses olhos, onde se esconde o medo de chorar, e tão imponentes lançam esse brilho negro para tudo ofuscar.
Esse olhar... ah sempre esse olhar... questiona o que eu não posso revelar, me penetra a alma em busca dos meus segredos desvendar. Nem as angustias da sua dona conseguem arrancar, o brilho profundo e intenso desse avassalador olhar, que me olham e me vigiam, será que me desejam ou é só medo de amar?
E se deito ou me levanto, sempre levo comigo a lembrança desse eterno olhar, tão intensos e arrebatador que eloqüente fico a sonhar... um dia hei de ser meus... os olhos... a dona, e o reflexo do beijar.

Por Fátima Rodrigues

terça-feira, 5 de janeiro de 2010


Uma sensação estranha de lacuna preenche meu ser
A vontade inconsequente me domina
E o desejo soberbo de te ter agora
Anuvia minha mente

Meu corpo se aquece
Minha respiração falha
Meus lábios congelam em um sorriso lascivo
Ao pensar em você

O calor da sua pele
A voz penetrante embaralhando meus pensamentos
O toque suave e firme simultaneamente
O cheiro inebriante que me captura

Como pode haver tamanha atração?
Como? Se você não é nada parecido com meu ideal?
Afinidade é uma coisa bizarra
E é quase certa a máxima de que os opostos se atraem
Porém a nós se aplica que os dispostos se distraem...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010




E novamente eu sinto a vida
pulsando a olhos nus...

Sinto em teu punho
O pulsar latejante do líquido rubro que nos mantém vivos
Sinto num beijo o calor que emana
Sinto na carne o arrepio de prazer
A energia infinita

Vejo em seus olhos o júbilo
O mais puro regozijar
A vergonha e o acanhamento gerado
Pela sensação de duvidoso

Mas venha minha criança
Se liberte dos medos pueris
E venha comigo voar e
Partilhar desta estranha sensação

Que nada mais é que a simples vontade de ser quem se realmente é
Que é o ser livre sem amarras e preconceitos
Que é o amar o sublime sem ter medo...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009


E o meu desejo, que antes era distorcido
Embaçado
Tomou formas reais e mostrou sua verdadeira face

Quero você
Quero te conhecer como todo
E não ver somente o que os outros também podem ver...

Deixa-me ver o que você é
E não me mostra só o que quer
Não tenha amarras, vergonha, pudor ou receio algum

Porque tudo o que vier, receberei de braços abertos
Algo provavelmente não concordarei, mas é a vida
Só sei que é conhecendo quem nos desperta a atenção é que começamos a compreender algo maior ao nosso próprio respeito

Sede meu vício, minha paixão, minha loucura
Sede louco comigo, esquece o que é bonito ou feio
Tira essa venda de mim!

Se mostre nú em todas as suas verdades
Se quiser pequenas mentiras
Mas venha de peito aberto e alma limpa

E não venha pensando que a curiosidade é só minha
Pois de coração limpo e mente aberta também estarei
E perguntas são bem vindas, assim como as respostas fluirão

Vem comigo neste rio de águas turvas
Ajuda-me a ver o fundo
E descobrir o que há ...


quinta-feira, 19 de novembro de 2009


E não foi por falta de tentativas que eu fracassei...
Não, o fracasso não chegou
É tempo de ser diferente
E é na hora em que pensamos que o contrário finalmente prevaleceu
Que encontramos a persistência heróica do louco dentro de nós

Sei que persistir no erro é o engano dos ignorantes
Mas e se você não ignora os fatos e apenas os reconhece?
E se por acaso, mesmo sabendo que é errado
É aquilo que te apraz e te faz respirar?

O errado nem sempre é errado
A dependência do tempo e do estado de espírito dão conta de manter a exceção a regra
No momento em que você admite que quer alguma coisa não adianta pesar
Por mais que você pense ser errado, que irá te fazer mal, isto é a unica coisa na qual consegues pensar

Siga o caminho de espinhos, ou siga o caminho de ouro
Podem até te dizer que o caminho de dor é o errado
Que o prazer instantâneo gerado não irá suprir suas necessidades a longo prazo
Mas se é isto que queres no instante faça

Aquele que reteve seus impulsos por muito tempo
Desaprende a ser espontâneo nos momentos certos
E depois de arrepende
De nunca ter feito aquela pequena loucura...

sábado, 29 de agosto de 2009

Bem Longe Daqui

As vezes eu penso que meus únicos amigos
São somente este papel e essa caneta
Não adianta remexer no passado...
As velhas fotografias e as velhas cartas
Sonhos bobos de um garoto que dscobriu o amor...
Sonhos tolos de um garoto que descobriu nesse amor, a solidão!
Embaixou dessas velhas escadas eu derramei meu sangue...
Nessa mesma escada eu verti lágrimas em teu nome...
O que posso eu fazer com toda essa bobagem?
Se ainda não aprendi a mandar nessa tolice chamada sentimento...
Se meu coração fraco, mesmo machucado, insiste em se ferir...
Na verdade eu queria ir para bem longe daqui...
Tão longe que minha cabeça não sintonizaria a frequência da sua imagem...
Tão longe que você perdesse o caminho dos meus sonhos...
Agora deixe-me trilhar meu tortuoso e pedregoso caminho...
Caminho para o nada...para sabe lá o que...ao infinito, e além!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009


E agora, que meu mundo mudou de cor, o que farei?
Aquele mundo em cores, cheio de vida, se foi,
E agora tudo é monocromático
Uma cor de cada vez

O vermelho da raiva tomou conta de tudo
E por onde eu passava so via a cor do sangue
E tudo tingido de carmin
E o sangue pulsando nas veias

E o azul do céu aos poucos tornara-se cinza
Juntamente com a cinza das árvores ao meu redor
O verde se foi e com ele a música
E o unico verde que restou
Foi o da mágica da pequena fada...

Resta tbm o amarelo escaldante
Do sol que queima qualquer vestígio de vida
E o laranja do fim do dia,
Que anuncia a chegada das horas mais escuras
Nas quais, nem a sua sombra é sua amiga...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Operários da Podridão

Juntai-vos, filhos carbônicos da terra...
As vítimas do dualismo...excêntricos...impróprios...
Neuróticos da nova era...digital...industrial...espacial
A água que lava a minha mão, os outros bebem!

Vamos vermes, operários da podridão, trabalhem...
Roam tudo, não deixem nem as unhas, tampouco os cabelos...
Desenlacem a antiga fibra da dor vivente
Tirem dos olhos, aquelas...pálpebras dementes!

Voe corvo...emissário das ruínas...anuncie aos quatro ventos o pânico...
Denuncie as almas, policie os fantasmas...
Entregue ao barqueiro os corpos inanimados...
Mas deixe que os vermes façam seu trabalho!

Impacientes atravessadores do velho Aqueronte
Seu trabalho dobrará com o anúncio do fim...
Mas prepare bem os braços barqueiro...
A encomenda ultrapassa a quantidade de estrelas no céu...

O vento sopra enquanto eles rastejam na sarjeta...
O mesmo vento vento que move as caravelas...dos moinhos quixóticos
O bom amigo vento, que bagunça os cabelos
O valor comercial, imparcial: Vento, o disseminador de sementes!

Sem mais, o prelúdio de uma nova dominação...
Do protocolo da inundação aos números incólumes da seca
Se mais ninguém sente as chagas do mundo,
Venham, Anjos do Caos, terminem os trabalhos dos homens!

domingo, 9 de agosto de 2009

Libélulas

Vagando pela noite escura, eu não consigo ver nada.
-Ei, por favor, minhas explicações, não estão por aqui?
Somente meus passos eu sei onde estão...
O lamento dos dragões ao fundo da terra parda...
Lamúrios e inglórias de passado...
Alegrias e incertezas do presente...
Dúvias e lamentações do futuro...
Bombardeios mentais me enchem a cabeça...
O que me resta fazer? O que eu posso fazer?
Se agora minhas lágrimas são poças de sangue por onde passo...
Eu pinto de azul o céu e um sol bem amarelo...
Eu toco as nuvens, eu ouço vozes...Eu perco minha inocência...
Perco a razão, o sentido, as emoções, a direção...
Uma corrida insana e inconsciente para os portais da eternidade...
Eu mergulho até as vinte mil léguas submarinas...
Volto a tona e respiro o mais puro ar primaveril...
-Mas...ei, por favor, e as minhas explicações?
-Devem estar por aí, perdidas, voando soltas...como libélulas!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Entrelinhas

Há uma tênue linha entre a dúvida e a certeza...
A imaginação não flui, em alguns, ela simplesmente não existe...
Há uma tênue linha entre a sabedoria e a ignorância...
No colosso da magnitude humana, a razão e a ciência...
No esplendor da credulidade, a irracionalidade e a crença...
Há uma tênue linha entre o céu e o inferno...
Não quero mais de tudo um pouco,
Ainda que seja o pouco mais valioso de um muito!
Não me interessa mais ouvir belas melodias!
Há uma tênue linha entre o crime e a inocência...
Lembro-me do dia em que você disse que não mais sentia...
E eu...eu não acredito em nada além do duvido
Nem vou mais brigar se estrelar o " Bloco do Eu Sozinho"...
Até por que, o pierrot já deu baile na colombina arrependida...
Há uma linha tênue entre a loucura e a sanidade
Uma flor nasceu no asfalto...é tão feia...mas é realmente uma flor...
E uma flor dura, pesada, de pedra...
É uma flor que lembra e esquece...que vive e morre!
Há uma tênue linha entre o real e o imaginário...
E no final...os grandes valores...não me serviram para nada!
A dor de viver é enigmática, para todos os fins.
E por mais provável que possa parecer...
Nas curvas incertas da velha via Crúcis...
Há uma tênue linha entre a vida e a morte!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Sinestesia Policromática

Uma manhã policromática raia no horizonte...
O Sol reinando só...majestoso...
A princípio, uma baque sinestésico, cores e aromas se confundem freneticamente
Sim, é realmente diferente...mas quem disse que é ruim?
Como um imenso buraco negro...absorvido, sem cheiro...
Não há mais o gosto ácido daquele substância verde a azedar-me a boca
Sem você, nem o azul do céu, ou o aroma doce da primavera
Mais como um, choque cerebral...latente, incessante...constante!
Como uma teoria das cordas...mas essas, só servem para prender os meus pensamentos
Universo, Multiverso...quantos de mim passam pelo que passo agora?
Mas sábio aquele que conhece no ser humano, sua unimultiplicidade...Eu odeio rimas...
Por que cada homem, é um...e é todos...a casa da humanidade...
Voltem as cores, tirem de mim esse mundo monocromático...
Em uma folha qualquer...você transforma esse todo...
Depende apenas, do seu policroma...fique a vontade!

terça-feira, 7 de julho de 2009


Aonde está você quando preciso?
Para me ajudar com essa situação crítica em que me encontro
No meio de uma encruzilhada, com quatro situações diferentes para seguir
Sem saber pra onde ir
Sem saber o que fazer

Vou para o coração,
Para a razão,
Para o errado
Ou para o vazio?

Para cada lado que olho sinto vontade de seguir a corrente
Mas sinto que posso me perder
E acabar me prendendo no lugar errado
O que fazer agora?

Minha cabeça está confusa
Em cada lado vejo algo que me agrada
Mesmo sabendo que é errado eu quero ir...
Sinto-me como uma folha solta ao vento
Quando chegará a calmaria
Que aquietará a tempestade das minhas idéias
Que colocará meus pensamentos em ordem
E finalmente me levará a uma boa escolha?