segunda-feira, 29 de março de 2010

E caminhando pelo mundo eu vou
Tentando não me prender a lugar algum
Deixando apenas um rastro de poeira
E um crepúsculo oriental para trás....

Sigo o caminho das pedras tentando desviar do caminho de espinhos
E procuro o caminho das rosas
Mas sei que antes de chegar aos elíseos
O caminho será nebuloso e sulfúrico...

Mas o que é o ser humano sem a dor?
Sem nenhuma demonstração de que se sente alguma coisa,
Ruim ou boa, saudável ou não
Sem sentimentos não nos distinguimos das criações feitas por nós
Sem consciência de que existe um determinado momento
Onde o que importa não é o todo que todos dizem
E sim o indivíduo pleno em suas certezas e dúvidas...

sábado, 27 de março de 2010


E novamente sem ter nada ocupando a mente eu me pego pensando no que poderia fazer
Penso em quem poderia encontrar, onde poderia estar...
E mesmo não querendo, mesmo indo pra outro lugar, eu sei exatamente o lugar aonde gostaria de estar...
Devaneios tolos de uma mente desocupada, uma jovem que se tranca em sua mente
Que anseia por aflorar os mais íntimos sentimentos, as mais loucas vontades e os mais tristes pesares

Voar...
Quem dera voar por entre a floresta de confusões que habita minha mente
Ou construir uma estrada, não a de tijolos amarelos (ou talvez sim, por que não?)
Mas uma estrada real, que leva a um local real, a um ser real, a você

E sem pensar nesse papo de amor e alma gêmea, sem essa baboseira de apaixonados e afins
A paixão é um guia cego, que é traiçoeiro e doce
E te leva onde quer
E o guia da cegueira rubra, não vê cor, raça, credo ou classe social
Ele só leva, sem medir as consequências, até a tênue linha entre sanidade e loucura...

domingo, 21 de março de 2010

Agora, de verdade verdadeira, eu sei o que é.
Sei o que é sentir aquele aperto no peito, aquele vento que traz um perfume.
Sei o que é olhar repetidamente para uma foto,
esperando que alguém saia de dentro dela e se materialize na minha frente.
Sei o quanto é angustiante esperar um sinal, uma palavra e dia após dia, só sentir o silêncio.
Sei o que é dormir com o celular ao lado esperando uma ligação, e também sei o que é não conseguir dormir,
por não receber um retorno sequer.
Sei bem o quão demorada pode ser uma semana, ou quão lento pode ser o passar de um ou dois dias.
Sei agora que aquelas cenas de filmes, do mocinho encontrando a mocinha depois de um tempo (aqueles com os quais eu tanto choro), não existem.
Sei que não importa o quanto ou o que você espere, nem sempre todos conseguem te enxergar.
Sei que anos não aplacam o medo de falar, e mesmo quando o medo morre, pode ser que morra também a sua oportunidade.
Sei o gosto da ansiedade, aprendi também o gosto amargo da despedida.
Agora eu sei o que é a saudade, e sei também o que é a solidão.
by Karen

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Sempre o Olhar...

Esses olhos negros, de olhar intenso e ameaçador, insultam ao mesmo tempo que me seduzem.
Há um cantinho dentro desses olhos, onde se esconde o medo de chorar, e tão imponentes lançam esse brilho negro para tudo ofuscar.
Esse olhar... ah sempre esse olhar... questiona o que eu não posso revelar, me penetra a alma em busca dos meus segredos desvendar. Nem as angustias da sua dona conseguem arrancar, o brilho profundo e intenso desse avassalador olhar, que me olham e me vigiam, será que me desejam ou é só medo de amar?
E se deito ou me levanto, sempre levo comigo a lembrança desse eterno olhar, tão intensos e arrebatador que eloqüente fico a sonhar... um dia hei de ser meus... os olhos... a dona, e o reflexo do beijar.

Por Fátima Rodrigues

terça-feira, 5 de janeiro de 2010


Uma sensação estranha de lacuna preenche meu ser
A vontade inconsequente me domina
E o desejo soberbo de te ter agora
Anuvia minha mente

Meu corpo se aquece
Minha respiração falha
Meus lábios congelam em um sorriso lascivo
Ao pensar em você

O calor da sua pele
A voz penetrante embaralhando meus pensamentos
O toque suave e firme simultaneamente
O cheiro inebriante que me captura

Como pode haver tamanha atração?
Como? Se você não é nada parecido com meu ideal?
Afinidade é uma coisa bizarra
E é quase certa a máxima de que os opostos se atraem
Porém a nós se aplica que os dispostos se distraem...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010




E novamente eu sinto a vida
pulsando a olhos nus...

Sinto em teu punho
O pulsar latejante do líquido rubro que nos mantém vivos
Sinto num beijo o calor que emana
Sinto na carne o arrepio de prazer
A energia infinita

Vejo em seus olhos o júbilo
O mais puro regozijar
A vergonha e o acanhamento gerado
Pela sensação de duvidoso

Mas venha minha criança
Se liberte dos medos pueris
E venha comigo voar e
Partilhar desta estranha sensação

Que nada mais é que a simples vontade de ser quem se realmente é
Que é o ser livre sem amarras e preconceitos
Que é o amar o sublime sem ter medo...