As vezes eu penso que meus únicos amigos
São somente este papel e essa caneta
Não adianta remexer no passado...
As velhas fotografias e as velhas cartas
Sonhos bobos de um garoto que dscobriu o amor...
Sonhos tolos de um garoto que descobriu nesse amor, a solidão!
Embaixou dessas velhas escadas eu derramei meu sangue...
Nessa mesma escada eu verti lágrimas em teu nome...
O que posso eu fazer com toda essa bobagem?
Se ainda não aprendi a mandar nessa tolice chamada sentimento...
Se meu coração fraco, mesmo machucado, insiste em se ferir...
Na verdade eu queria ir para bem longe daqui...
Tão longe que minha cabeça não sintonizaria a frequência da sua imagem...
Tão longe que você perdesse o caminho dos meus sonhos...
Agora deixe-me trilhar meu tortuoso e pedregoso caminho...
Caminho para o nada...para sabe lá o que...ao infinito, e além!
sábado, 29 de agosto de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009

E agora, que meu mundo mudou de cor, o que farei?
Aquele mundo em cores, cheio de vida, se foi,
E agora tudo é monocromático
Uma cor de cada vez
O vermelho da raiva tomou conta de tudo
E por onde eu passava so via a cor do sangue
E tudo tingido de carmin
E o sangue pulsando nas veias
E o azul do céu aos poucos tornara-se cinza
Juntamente com a cinza das árvores ao meu redor
O verde se foi e com ele a música
E o unico verde que restou
Foi o da mágica da pequena fada...
Resta tbm o amarelo escaldante
Do sol que queima qualquer vestígio de vida
E o laranja do fim do dia,
Que anuncia a chegada das horas mais escuras
Nas quais, nem a sua sombra é sua amiga...
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Operários da Podridão
Juntai-vos, filhos carbônicos da terra...
As vítimas do dualismo...excêntricos...impróprios...
Neuróticos da nova era...digital...industrial...espacial
A água que lava a minha mão, os outros bebem!
Vamos vermes, operários da podridão, trabalhem...
Roam tudo, não deixem nem as unhas, tampouco os cabelos...
Desenlacem a antiga fibra da dor vivente
Tirem dos olhos, aquelas...pálpebras dementes!
Voe corvo...emissário das ruínas...anuncie aos quatro ventos o pânico...
Denuncie as almas, policie os fantasmas...
Entregue ao barqueiro os corpos inanimados...
Mas deixe que os vermes façam seu trabalho!
Impacientes atravessadores do velho Aqueronte
Seu trabalho dobrará com o anúncio do fim...
Mas prepare bem os braços barqueiro...
A encomenda ultrapassa a quantidade de estrelas no céu...
O vento sopra enquanto eles rastejam na sarjeta...
O mesmo vento vento que move as caravelas...dos moinhos quixóticos
O bom amigo vento, que bagunça os cabelos
O valor comercial, imparcial: Vento, o disseminador de sementes!
Sem mais, o prelúdio de uma nova dominação...
Do protocolo da inundação aos números incólumes da seca
Se mais ninguém sente as chagas do mundo,
Venham, Anjos do Caos, terminem os trabalhos dos homens!
As vítimas do dualismo...excêntricos...impróprios...
Neuróticos da nova era...digital...industrial...espacial
A água que lava a minha mão, os outros bebem!
Vamos vermes, operários da podridão, trabalhem...
Roam tudo, não deixem nem as unhas, tampouco os cabelos...
Desenlacem a antiga fibra da dor vivente
Tirem dos olhos, aquelas...pálpebras dementes!
Voe corvo...emissário das ruínas...anuncie aos quatro ventos o pânico...
Denuncie as almas, policie os fantasmas...
Entregue ao barqueiro os corpos inanimados...
Mas deixe que os vermes façam seu trabalho!
Impacientes atravessadores do velho Aqueronte
Seu trabalho dobrará com o anúncio do fim...
Mas prepare bem os braços barqueiro...
A encomenda ultrapassa a quantidade de estrelas no céu...
O vento sopra enquanto eles rastejam na sarjeta...
O mesmo vento vento que move as caravelas...dos moinhos quixóticos
O bom amigo vento, que bagunça os cabelos
O valor comercial, imparcial: Vento, o disseminador de sementes!
Sem mais, o prelúdio de uma nova dominação...
Do protocolo da inundação aos números incólumes da seca
Se mais ninguém sente as chagas do mundo,
Venham, Anjos do Caos, terminem os trabalhos dos homens!
domingo, 9 de agosto de 2009
Libélulas
Vagando pela noite escura, eu não consigo ver nada.
-Ei, por favor, minhas explicações, não estão por aqui?
Somente meus passos eu sei onde estão...
O lamento dos dragões ao fundo da terra parda...
Lamúrios e inglórias de passado...
Alegrias e incertezas do presente...
Dúvias e lamentações do futuro...
Bombardeios mentais me enchem a cabeça...
O que me resta fazer? O que eu posso fazer?
Se agora minhas lágrimas são poças de sangue por onde passo...
Eu pinto de azul o céu e um sol bem amarelo...
Eu toco as nuvens, eu ouço vozes...Eu perco minha inocência...
Perco a razão, o sentido, as emoções, a direção...
Uma corrida insana e inconsciente para os portais da eternidade...
Eu mergulho até as vinte mil léguas submarinas...
Volto a tona e respiro o mais puro ar primaveril...
-Mas...ei, por favor, e as minhas explicações?
-Devem estar por aí, perdidas, voando soltas...como libélulas!
-Ei, por favor, minhas explicações, não estão por aqui?
Somente meus passos eu sei onde estão...
O lamento dos dragões ao fundo da terra parda...
Lamúrios e inglórias de passado...
Alegrias e incertezas do presente...
Dúvias e lamentações do futuro...
Bombardeios mentais me enchem a cabeça...
O que me resta fazer? O que eu posso fazer?
Se agora minhas lágrimas são poças de sangue por onde passo...
Eu pinto de azul o céu e um sol bem amarelo...
Eu toco as nuvens, eu ouço vozes...Eu perco minha inocência...
Perco a razão, o sentido, as emoções, a direção...
Uma corrida insana e inconsciente para os portais da eternidade...
Eu mergulho até as vinte mil léguas submarinas...
Volto a tona e respiro o mais puro ar primaveril...
-Mas...ei, por favor, e as minhas explicações?
-Devem estar por aí, perdidas, voando soltas...como libélulas!
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Entrelinhas
Há uma tênue linha entre a dúvida e a certeza...
A imaginação não flui, em alguns, ela simplesmente não existe...
Há uma tênue linha entre a sabedoria e a ignorância...
No colosso da magnitude humana, a razão e a ciência...
No esplendor da credulidade, a irracionalidade e a crença...
Há uma tênue linha entre o céu e o inferno...
Não quero mais de tudo um pouco,
Ainda que seja o pouco mais valioso de um muito!
Não me interessa mais ouvir belas melodias!
Há uma tênue linha entre o crime e a inocência...
Lembro-me do dia em que você disse que não mais sentia...
E eu...eu não acredito em nada além do duvido
Nem vou mais brigar se estrelar o " Bloco do Eu Sozinho"...
Até por que, o pierrot já deu baile na colombina arrependida...
Há uma linha tênue entre a loucura e a sanidade
Uma flor nasceu no asfalto...é tão feia...mas é realmente uma flor...
E uma flor dura, pesada, de pedra...
É uma flor que lembra e esquece...que vive e morre!
Há uma tênue linha entre o real e o imaginário...
E no final...os grandes valores...não me serviram para nada!
A dor de viver é enigmática, para todos os fins.
E por mais provável que possa parecer...
Nas curvas incertas da velha via Crúcis...
Há uma tênue linha entre a vida e a morte!
A imaginação não flui, em alguns, ela simplesmente não existe...
Há uma tênue linha entre a sabedoria e a ignorância...
No colosso da magnitude humana, a razão e a ciência...
No esplendor da credulidade, a irracionalidade e a crença...
Há uma tênue linha entre o céu e o inferno...
Não quero mais de tudo um pouco,
Ainda que seja o pouco mais valioso de um muito!
Não me interessa mais ouvir belas melodias!
Há uma tênue linha entre o crime e a inocência...
Lembro-me do dia em que você disse que não mais sentia...
E eu...eu não acredito em nada além do duvido
Nem vou mais brigar se estrelar o " Bloco do Eu Sozinho"...
Até por que, o pierrot já deu baile na colombina arrependida...
Há uma linha tênue entre a loucura e a sanidade
Uma flor nasceu no asfalto...é tão feia...mas é realmente uma flor...
E uma flor dura, pesada, de pedra...
É uma flor que lembra e esquece...que vive e morre!
Há uma tênue linha entre o real e o imaginário...
E no final...os grandes valores...não me serviram para nada!
A dor de viver é enigmática, para todos os fins.
E por mais provável que possa parecer...
Nas curvas incertas da velha via Crúcis...
Há uma tênue linha entre a vida e a morte!
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