domingo, 31 de maio de 2009



O que é essa dúvida que assola meus pensamentos?

Surgindo do nada, leva embora toda a sanidade q eu já nem tinha mais...

Incorpora em meu ser fatos lisérgicos, momentos efêmeros e instantes surreais

Seguir o corpo ou ou coração? O fato de sentir-se desejado ou querido influencia tanto assim afinal?

O que será melhor não sei... Mas se deixar levar pela história escrita pelo destino não dá... Não é o certo a se fazer

Pra cada peso há uma medida, e pra cada vida o final construido peça por peça por nós...

Deixo-me levar por fatores muitas vezes irrelevantes, e assim deixo o certo passar desapercebido a minha frente...

E não adianta correr atrás do prejuízo... o prejuízo corre mais rápido que você e te passa uma rasteira, da qual você não consegue levantar

Ser racional é bom, mas racionalizar demais leva você a não agir por impulso, novamente deixando passar a oportunidade certa

Agir por impulso, sem pensar nem ponderar, também pode levar tudo pelo cano... te deixando numa saia justa pensando no que podia ter ou não acontecido, se foi certo ou errado...

E a culpa começa a corroer, pelo fato de ter posto os pés pelas mãos... trocando o puro pelo devasso sem medir as consequências ou pensar no que você quer...

Difícil é perceber a besteira, ter aproveitado e gostado e depois ver que mesmo sendo proveitoso, não era aquilo que você queria... e depois queimar a cabeça de tanto pensar e não achar uma saída para a incógnita lançada... ficar entre magoar 2 contrários, talvez não tão contrários assim, mas com tempos diferentes, experiências diferentes, intenções diferentes...

Pudesse eu mixar os 2 pegar o melhor de cada e formar apenas um... como um alquimista em busca da fórmula perfeita...

A quimera perfeita...




sábado, 30 de maio de 2009

Você ainda vai me amar de manhã?

Não quero muito das coisas...
Da vida, apenas aquela brisa que toca o rosto...
Dos amores, apenas a nuance do sentimento...
Dos pés, somente os passos que nos levarão aos confins da vida
Sem controle, sem...transcender a essência...
O puro, o libertino, a terra do nunca...
"Você ainda vai me amar de manhã?"

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Na dança épica...As luzes da Ribalta

É assim...o fim das idéias mortas
Com todo o respeito, mas estamos todos errados
Para o teu deleito e tua família...
E me diz, será mesmo que eu pequei?
Se não me fez rei, ou se não te coroei minha rainha?
No meu jardim da vida, nem margarida...sem flores...
Como o escudo reluzente prateado de Perseu
As pedras da Medusa...Ou as minas do Rei Salomão
Onde não tem vez nem Alibabá, muito menos seus ladrões
Mas se a luz definhou, no porto sem águas...
O fim da trégua marca o início da era florida...
Que finge dor, como a melhor atriz...
Mas a dor que deveras sente, não sentia...
E na epopéia sem fim das ondas coloridas...
Na ausência das cores, no palco...
O renascimento das idéias em cena...
O branco...e o preto...E fecha-se as cortinas!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Donzelas, dragões e outras histórias...

Para um preço, um brilho sem cor
Um diamante bruto, amontoado valioso de carbono
Raro, como um sentimento puro!
Ventos embaralham as cartas do meu moinho
Será que é ela? Será que ela é a moça? A atriz?
Será que ela mora tão longe...na terra do algodão e do parede de giz?
Ou mora aqui mesmo, a muitos metros do chão?
Ela sabe quantos destinos tenho em minhas mãos...
É perigoso ser feliz...seria melhor viver em vão?
Me leve para onde não se pode imaginar...além dos sonhos...
Sem pódio, sem champagne...só a donzela...sem o dragão!
Enquanto tudo isso durar, eu olho a cidade em torno de mim...
Damas em apuros? Apenas messalinas...ganhando seu pão de cada dia
Façam silêncio...é o circo...está passando o palhaço
O palhaço de um circo sem futuro...
Um futuro tão nostálgico, que nem parece futuro!

sábado, 23 de maio de 2009

Eu...


Eu...
No útero de minha mãe já sabia
Que aqui fora existia vida e morte
Já sabia que meu destino era sofrer

Sabia que aqui me esperavam rios
Vermelhos e salgados
Do sangue, suor e lágrimas
Daqueles que vieram antes de mim

Já sabia eu, que haveria aqui fora
Um lugar inóspito
Cheio de intriga, ódio e desunião
Com monstros e pesadelos muito reais

Mas mesmo sabendo tudo isso
Quis poder ver com meus próprios olhos
Todo o escuro que neste mundo reina
Com sua rainha fome e a princesa miséria

Quis nascer, pois tinha esperança
Que morre no meu peito
Junto com a alegria
E o amor por essa vida vazia

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Insanidade Coletiva

Depois de um inverno frio e solitário, uma aurora
O Sol brilha no meu céu tempestuoso
Eu andei muito...vaguei só por esses planos espinhosos
Sangrei sob as árvores do Éden...
Chorei e praguejei no alto das montanhas
As nuvens verteram lágrimas pelo caminho
Vês...é a hora das incertezas lúdicas
Os ventos trazem as insanidades das mentes sadias
O caminho da luz em traços sombrios
A inocência de uma criança em um jogo sádico
No altar há um rei...rei da alegria, e da dor...
Em sua mão uma escolha
Em sua cabeça...duzias de loucuras
Em cena, uma nova era de glórias e injustiças
Onde os fins que justificam os meios?
Um passo pela vida...o chamado da morte
Mais uma cabeça rola para debaixo da cama...
Uma operação de sucesso...O Impiedoso ganhou mais um soldado
Não há tempo comemorações...fugindo do campo de batalha...
O mundo urge...mas a caravana continua a passar...
Agora eu sou humano...nem bom, nem mal...apenas humano!

segunda-feira, 18 de maio de 2009


Pensei em você a semana toda
Queria te mostrar o que é invisível
Mas o medo me impede,
É quase impossível.

Sinto a distância maior, embora
Tenhamos nos aproximado
Será mais difícil agora
Saber o que é certo ou errado.

A razão de tudo acontecer
Sem nexo ou conexão
É você, que me fez
Escrever esta canção.

Você está em mim
Espalhou-se dos pés a cabeça
Meu início meio e fim
Quero que você conheça

O quanto eu gosto de você
Eu nem preciso dizer
Sei que você sabe
Talvez não queira entender

Meus detalhes e segredos
Meus erros e contradições
Vá fundo em meus erros
Conheça as minhas razões