sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Operários da Podridão

Juntai-vos, filhos carbônicos da terra...
As vítimas do dualismo...excêntricos...impróprios...
Neuróticos da nova era...digital...industrial...espacial
A água que lava a minha mão, os outros bebem!

Vamos vermes, operários da podridão, trabalhem...
Roam tudo, não deixem nem as unhas, tampouco os cabelos...
Desenlacem a antiga fibra da dor vivente
Tirem dos olhos, aquelas...pálpebras dementes!

Voe corvo...emissário das ruínas...anuncie aos quatro ventos o pânico...
Denuncie as almas, policie os fantasmas...
Entregue ao barqueiro os corpos inanimados...
Mas deixe que os vermes façam seu trabalho!

Impacientes atravessadores do velho Aqueronte
Seu trabalho dobrará com o anúncio do fim...
Mas prepare bem os braços barqueiro...
A encomenda ultrapassa a quantidade de estrelas no céu...

O vento sopra enquanto eles rastejam na sarjeta...
O mesmo vento vento que move as caravelas...dos moinhos quixóticos
O bom amigo vento, que bagunça os cabelos
O valor comercial, imparcial: Vento, o disseminador de sementes!

Sem mais, o prelúdio de uma nova dominação...
Do protocolo da inundação aos números incólumes da seca
Se mais ninguém sente as chagas do mundo,
Venham, Anjos do Caos, terminem os trabalhos dos homens!

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