quinta-feira, 3 de dezembro de 2009


E o meu desejo, que antes era distorcido
Embaçado
Tomou formas reais e mostrou sua verdadeira face

Quero você
Quero te conhecer como todo
E não ver somente o que os outros também podem ver...

Deixa-me ver o que você é
E não me mostra só o que quer
Não tenha amarras, vergonha, pudor ou receio algum

Porque tudo o que vier, receberei de braços abertos
Algo provavelmente não concordarei, mas é a vida
Só sei que é conhecendo quem nos desperta a atenção é que começamos a compreender algo maior ao nosso próprio respeito

Sede meu vício, minha paixão, minha loucura
Sede louco comigo, esquece o que é bonito ou feio
Tira essa venda de mim!

Se mostre nú em todas as suas verdades
Se quiser pequenas mentiras
Mas venha de peito aberto e alma limpa

E não venha pensando que a curiosidade é só minha
Pois de coração limpo e mente aberta também estarei
E perguntas são bem vindas, assim como as respostas fluirão

Vem comigo neste rio de águas turvas
Ajuda-me a ver o fundo
E descobrir o que há ...


quinta-feira, 19 de novembro de 2009


E não foi por falta de tentativas que eu fracassei...
Não, o fracasso não chegou
É tempo de ser diferente
E é na hora em que pensamos que o contrário finalmente prevaleceu
Que encontramos a persistência heróica do louco dentro de nós

Sei que persistir no erro é o engano dos ignorantes
Mas e se você não ignora os fatos e apenas os reconhece?
E se por acaso, mesmo sabendo que é errado
É aquilo que te apraz e te faz respirar?

O errado nem sempre é errado
A dependência do tempo e do estado de espírito dão conta de manter a exceção a regra
No momento em que você admite que quer alguma coisa não adianta pesar
Por mais que você pense ser errado, que irá te fazer mal, isto é a unica coisa na qual consegues pensar

Siga o caminho de espinhos, ou siga o caminho de ouro
Podem até te dizer que o caminho de dor é o errado
Que o prazer instantâneo gerado não irá suprir suas necessidades a longo prazo
Mas se é isto que queres no instante faça

Aquele que reteve seus impulsos por muito tempo
Desaprende a ser espontâneo nos momentos certos
E depois de arrepende
De nunca ter feito aquela pequena loucura...

sábado, 29 de agosto de 2009

Bem Longe Daqui

As vezes eu penso que meus únicos amigos
São somente este papel e essa caneta
Não adianta remexer no passado...
As velhas fotografias e as velhas cartas
Sonhos bobos de um garoto que dscobriu o amor...
Sonhos tolos de um garoto que descobriu nesse amor, a solidão!
Embaixou dessas velhas escadas eu derramei meu sangue...
Nessa mesma escada eu verti lágrimas em teu nome...
O que posso eu fazer com toda essa bobagem?
Se ainda não aprendi a mandar nessa tolice chamada sentimento...
Se meu coração fraco, mesmo machucado, insiste em se ferir...
Na verdade eu queria ir para bem longe daqui...
Tão longe que minha cabeça não sintonizaria a frequência da sua imagem...
Tão longe que você perdesse o caminho dos meus sonhos...
Agora deixe-me trilhar meu tortuoso e pedregoso caminho...
Caminho para o nada...para sabe lá o que...ao infinito, e além!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009


E agora, que meu mundo mudou de cor, o que farei?
Aquele mundo em cores, cheio de vida, se foi,
E agora tudo é monocromático
Uma cor de cada vez

O vermelho da raiva tomou conta de tudo
E por onde eu passava so via a cor do sangue
E tudo tingido de carmin
E o sangue pulsando nas veias

E o azul do céu aos poucos tornara-se cinza
Juntamente com a cinza das árvores ao meu redor
O verde se foi e com ele a música
E o unico verde que restou
Foi o da mágica da pequena fada...

Resta tbm o amarelo escaldante
Do sol que queima qualquer vestígio de vida
E o laranja do fim do dia,
Que anuncia a chegada das horas mais escuras
Nas quais, nem a sua sombra é sua amiga...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Operários da Podridão

Juntai-vos, filhos carbônicos da terra...
As vítimas do dualismo...excêntricos...impróprios...
Neuróticos da nova era...digital...industrial...espacial
A água que lava a minha mão, os outros bebem!

Vamos vermes, operários da podridão, trabalhem...
Roam tudo, não deixem nem as unhas, tampouco os cabelos...
Desenlacem a antiga fibra da dor vivente
Tirem dos olhos, aquelas...pálpebras dementes!

Voe corvo...emissário das ruínas...anuncie aos quatro ventos o pânico...
Denuncie as almas, policie os fantasmas...
Entregue ao barqueiro os corpos inanimados...
Mas deixe que os vermes façam seu trabalho!

Impacientes atravessadores do velho Aqueronte
Seu trabalho dobrará com o anúncio do fim...
Mas prepare bem os braços barqueiro...
A encomenda ultrapassa a quantidade de estrelas no céu...

O vento sopra enquanto eles rastejam na sarjeta...
O mesmo vento vento que move as caravelas...dos moinhos quixóticos
O bom amigo vento, que bagunça os cabelos
O valor comercial, imparcial: Vento, o disseminador de sementes!

Sem mais, o prelúdio de uma nova dominação...
Do protocolo da inundação aos números incólumes da seca
Se mais ninguém sente as chagas do mundo,
Venham, Anjos do Caos, terminem os trabalhos dos homens!

domingo, 9 de agosto de 2009

Libélulas

Vagando pela noite escura, eu não consigo ver nada.
-Ei, por favor, minhas explicações, não estão por aqui?
Somente meus passos eu sei onde estão...
O lamento dos dragões ao fundo da terra parda...
Lamúrios e inglórias de passado...
Alegrias e incertezas do presente...
Dúvias e lamentações do futuro...
Bombardeios mentais me enchem a cabeça...
O que me resta fazer? O que eu posso fazer?
Se agora minhas lágrimas são poças de sangue por onde passo...
Eu pinto de azul o céu e um sol bem amarelo...
Eu toco as nuvens, eu ouço vozes...Eu perco minha inocência...
Perco a razão, o sentido, as emoções, a direção...
Uma corrida insana e inconsciente para os portais da eternidade...
Eu mergulho até as vinte mil léguas submarinas...
Volto a tona e respiro o mais puro ar primaveril...
-Mas...ei, por favor, e as minhas explicações?
-Devem estar por aí, perdidas, voando soltas...como libélulas!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Entrelinhas

Há uma tênue linha entre a dúvida e a certeza...
A imaginação não flui, em alguns, ela simplesmente não existe...
Há uma tênue linha entre a sabedoria e a ignorância...
No colosso da magnitude humana, a razão e a ciência...
No esplendor da credulidade, a irracionalidade e a crença...
Há uma tênue linha entre o céu e o inferno...
Não quero mais de tudo um pouco,
Ainda que seja o pouco mais valioso de um muito!
Não me interessa mais ouvir belas melodias!
Há uma tênue linha entre o crime e a inocência...
Lembro-me do dia em que você disse que não mais sentia...
E eu...eu não acredito em nada além do duvido
Nem vou mais brigar se estrelar o " Bloco do Eu Sozinho"...
Até por que, o pierrot já deu baile na colombina arrependida...
Há uma linha tênue entre a loucura e a sanidade
Uma flor nasceu no asfalto...é tão feia...mas é realmente uma flor...
E uma flor dura, pesada, de pedra...
É uma flor que lembra e esquece...que vive e morre!
Há uma tênue linha entre o real e o imaginário...
E no final...os grandes valores...não me serviram para nada!
A dor de viver é enigmática, para todos os fins.
E por mais provável que possa parecer...
Nas curvas incertas da velha via Crúcis...
Há uma tênue linha entre a vida e a morte!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Sinestesia Policromática

Uma manhã policromática raia no horizonte...
O Sol reinando só...majestoso...
A princípio, uma baque sinestésico, cores e aromas se confundem freneticamente
Sim, é realmente diferente...mas quem disse que é ruim?
Como um imenso buraco negro...absorvido, sem cheiro...
Não há mais o gosto ácido daquele substância verde a azedar-me a boca
Sem você, nem o azul do céu, ou o aroma doce da primavera
Mais como um, choque cerebral...latente, incessante...constante!
Como uma teoria das cordas...mas essas, só servem para prender os meus pensamentos
Universo, Multiverso...quantos de mim passam pelo que passo agora?
Mas sábio aquele que conhece no ser humano, sua unimultiplicidade...Eu odeio rimas...
Por que cada homem, é um...e é todos...a casa da humanidade...
Voltem as cores, tirem de mim esse mundo monocromático...
Em uma folha qualquer...você transforma esse todo...
Depende apenas, do seu policroma...fique a vontade!

terça-feira, 7 de julho de 2009


Aonde está você quando preciso?
Para me ajudar com essa situação crítica em que me encontro
No meio de uma encruzilhada, com quatro situações diferentes para seguir
Sem saber pra onde ir
Sem saber o que fazer

Vou para o coração,
Para a razão,
Para o errado
Ou para o vazio?

Para cada lado que olho sinto vontade de seguir a corrente
Mas sinto que posso me perder
E acabar me prendendo no lugar errado
O que fazer agora?

Minha cabeça está confusa
Em cada lado vejo algo que me agrada
Mesmo sabendo que é errado eu quero ir...
Sinto-me como uma folha solta ao vento
Quando chegará a calmaria
Que aquietará a tempestade das minhas idéias
Que colocará meus pensamentos em ordem
E finalmente me levará a uma boa escolha?

quarta-feira, 1 de julho de 2009


E cá estou eu aqui de novo pensando: o que será que aconteceu
Você sumiu junto com a bruma que estava aqui a noite
Fugiu dos raios da manhã?
Ou do meu desejo incontrolável de poder
Segurar sua vida em minhas mãos?

A noite é a melhor companheira
Dá asas para a imaginação
Liberta todas as vontades e desejos ocultos
Sem margem de grilhões para imperdir o vôo tranquilo
Do pecado incrustado em sua alma

Porque se do pecado todos viemos
Passaremos todos por eles em vida
Seja pequeno ou não
Seja mórbido ou obsceno
Não importa
O que importa é que ele existe e não há nada que possa impedir que ele aconteça

Deixe-se levar pelo momento
Esqueça-se da razão por um único instante
Não pense no que pode acontecer agora
Viva o já!
Porque a única coisa da qual temos certeza é a morte,
E o que existe depois dela, ninguém voltou para contar...

sábado, 27 de junho de 2009

E é quando a gente menos espera, que a mente desanuveia e você percebe que nem sempre tudo foi tão bom...
E vê que só se iludia, pensando ser o ser mais feliz do mundo
Ledo engano...
A máscara caiu, a verdade se mostrou, e todo o afeto de revelou...
Estranho pensar que nos enganamos diariamente só para manter as aparências
A verdade existe para ser mostrada, e não ser escondida em um beco sujo e escuro...
Abra sua mente, abra a sua alma...
Mostre toda a sua verdade, sua paixão, seu "tempero"...
Não seja uma pessoa sem sal,
Pois o sem sabor não é marcante e ninguém deve passar desapercebido pela vida
Marque a vida de quem está perto de você, faça com que eles nunca esqueçam que tiveram alguém tão especial
Porque ser exótico, marcante, diferente é tudo!
E ser igual a todo mundo não convém...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Texto da cantora Ana Carolina...

Meu coração está aos pulos...quantas vezes minha esperança será posta a
prova ? Tudo isso que está no ar, malas, cuecas, que voam entupidas de
dinheiro, do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente para
educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde
deles e de seus pais...Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu
não posso mais...Quantas vezes e minha esperança vai esperar no cais? É certo
que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz mas não é certo que
a mentira de certos brasileiros venha quebrar no nosso nariz! Meu coração está
no escuro...a luz é simples, regada pelo conselho simples de meu pai, de minha
mãe, de minha avó e dos justos que os precederam...Não roubarás " Devolva o lápis
do coleguinha "..." Esse apontador não é seu minha filha " Pois bem, se mexeram
comigo, com a velha fé do meu povo sofrido então agora eu vou sacanear, mais
honesto ainda eu vou ficar , só de sacanagem... Dirão "Deixa de boba, desde
que Cabral, que todo mundo rouba " e eu direi " Não importa, esse será o meu
carnaval " vou confiar mais e outra vez, eu, meu irmão, meu filho e meus
amigos vamos pagar limpo a que a gente deve e receber limpo do nosso freguês
com o tempo, a gente consegue ser livre,ético e os escambal...Dirão " É inútil
tudo mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal " eu
direi " Não admito, minha esperança é imortal, e eu repito,IMORTAL ouviram,
IMORTAL " ...Sei que não dá pra mudar o começo, mas se a gente quiser, vai dar
pra mudar o final!

terça-feira, 23 de junho de 2009


Ócio...
O gatilho para o nada, oficina do diabo
É no ócio que surgem as melhores ideias... mas nem sempre...
Hoje estou com uma vontade estranha, vontade vermelha, vontade ruim
Sangue...
Que cor bonita tem o sangue
O cheiro de ferro, a cor vermelha, a textura nem sempre agradável, a temperatura ideal...
Noite...
que me leva ás alturas, que põe meu imaginário para funcionar
Que me mostra os caminhos mais puros e mais insanos
Que mostra a verdade, doa a quem doer
Mesmo na escuridão, a noite é tão linda...
E na noite fria, eu sou presa pelo luar
A lua tão plácida no céu, observando a todos sem fazer distinção
Lua...
Ah, como queria q as noites durassem mais...
Ficar olhando o tango das estrelas ao redor da grande Lua
E de vez em quando observar um bailarino perdido correndo
E fazer a ele um pedido:
Leve-me daqui! Me mostre o mundo sobrenatural
E faça com que eu veja a verdade absoluta
Porque de mentira, já estou saturada há eras...
Ah, as eras...
como gostaria de ter presenciado os fatos marcantes das eras
Estar ao lado de Dante na visita ao Inferno, Purgatório e Paraíso
Ser Helena de Tróia, e ver Aquíles cair
Ir atrás do coelho com Alice e tomar chá com o Chapeleiro
Conhecer a vida dos samurais e
Ver acender a primeira lâmpada...
Tudo aleatório, sem sentido, sem ligação
Porque afinal de vale a vida sem um pouco de empolgação, desconectividade?
Sejamos menos críticos e mais livres...
Pois a liberdade não está em se livrar de grilhões reais
Mas sim, está na mente voando sem direção certa, sem nenhum padrão ou forma definida
Somente com a vontade de criar...

domingo, 21 de junho de 2009

Mundos Diferentes

O silêncio me acordou
Meu coração se rebela contra mim
Quem sou eu ? Quem é você?
Eu desconfio...Estou começando a duvidar
De duvidar de tudo que eu vejo e sinto...
Se tudo isso é real, e se eu ainda vou poder voar nas asas do destino...

Atravessar o mar e as terras ermas...
Os dias passam e tudo se revela tão frio e sem vida
Sinta o pulsar do meu coração...meu, sangue veloz...
Estou começando a duvidar de você...
Se o que você sente é real...se o que você diz é real

E se eu abrir meus olhos e despertar no vazio?
Quem vai me levar para casa?
Minha alma precisa descansar dos pesadelos de outrora
E eu estou começando a duvidar...
Duvidar de tudo o que vejo e sinto...
Talvez, nós vivemos em mundos diferentes...
Quem sou eu ? Quem é você? O que somos nós?
Largue a minha a mão...Por favor, não me toque! Por favor, nunca me toque...

sexta-feira, 19 de junho de 2009


Vida breve e insuficiente...
Se fosses plena de alegrias, amores e amigos digo-lhes uma coisa: seria feliz
O tempo que perco tentando entender as pessoas me impede de ser feliz
As vezes acho q o egoísmo não é tão ruim assim
As vezes é necessário pensar um pouco mais em você
Tudo dosado em quantidades terapêuticas faz bem ao seu ser
O amor, o desejo, a dor e até o ódio e a falta de esperança servem de alguma coisa neste mundo cruel
Amo a mim mesmo, desejo a plenitude, odeio a falta de vergonha na cara de alguns e perdi a esperança de que esse povo possa se salvar...
Não sou totalmente incrédula na humanidade, mas sei que agora existem poucos que realmente merecem algum crédito ou até mesmo algum sentimento afinal...
Mas existem um porém afinal
Sentimentos viciam tanto quanto a mais pesada droga...
E assim como as drogas, em excesso mata...
Take care...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

No mesmo lugar

Depois de tanto tempo no mesmo lugar...
Eu tive coragem de levantar e te ver novamente
Deixe que o tempo nos conte suas lamentações
Seguir para onde o vento quiser nos levar
Sair na chuva e brincar na lama...
Eu gosto do azul e do amarelo, mas não gosto do verde
Eu quero ver quanto dura para um orvalho se desfazer no chão
A gente decide...a gente sabe, mas não quer saber
Você para eu relaxar e não me preocupar tanto com tudo
Assim nós poderíamos andar de mãos dadas
Eu vou subir no farol para ver o mar, o seu balanço me acalma
E o céu tão cinza...mas tudo bem, tudo em paz
Olhe para trás...são nossos passos na areia
Mas não é só saudade para quem está sozinho
Tem sempre um pouco mais de delicadeza nessas palavras
E sempre para cuidar para não enlouquecer e insano ficar a cada palavra dela...
Eu sei que é estranho, mas acabou antes de chegar ao fim
Eu continuei no meu sono inabalável, após a sua partida
Queria poder ter acordado antes e vêr o Sol nascer para nós...
Mas agora eu fico contando as estrelas e brincando com a forma da nuvens
E sempre estarei no mesmo lugar, até você decidir voltar...
Olhando para a rua, vendo o movimento boêmio...
Eu vou esperar você voltar...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

E pensando em nada eu penso em você...
E vejo que nem tudo é como parece
E meus medos se dissipam como a névoa da manhã...
Sei agora tudo o que precisava, agora preciso agir
Mas como farei isso? Como vou expor isso?
Talvez a peça que me falte para completar esta charada esteja aí
Em seu bolso
Não pense em mais nada, palavras são desnecessárias...
Não podem ajudar agora...

sábado, 13 de junho de 2009

Luz na Confusão

Talvez o tempo traga a luz que a tempos não se vê
A noite como a vilã...que roubou o brilho do Sol
Um grande manto negro que recobre que encobre os céus
Sem cores brilhantes, com pouco ar de soberania
Uma ferida aberta em plena poeira!
Sem cicatriz, um corte único...navalha na carne...
Um galope desesperado em busca da aurora
Um horizonte cada vez mais longe...e longe
A busca pela arca dos sonhos, a guardiã da luz
Sem meias palavras, sem frases inteiras...
Um emaranhado desconexo sem sentido de idéias...
Se tudo já foi dito, se todas as frases de amor foram ditas...
De tudo em muito, de muito em várias partes
O monstro da imaginação já foi!
Luz! Benção do amanhecer! Mais um dia...

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Ode ao amigo perdido...


É dificil perder alguém
Um amor, um pai, um filho...
Mas um amigo querido, aquele das conversas até altas horas da madrugada
Dói demais
Se tem uma coisa que aprendi nessa vida é que misturar sentimentos não é seguro
Ganha-se um amor, perde-se um amigo...
E por mais que falem q um amor pode durar para sempre ele não dura
E quando se esvai, leva consigo o que poderia ser eterno
Eu choro, não a perda do amor, esse eu sabia que poderia desaparecer
Choro a perda da cumplicidade e do companheirismo que eu tinha
E agora corre de mim como se eu fosse o próprio anticristo...

terça-feira, 9 de junho de 2009

Ode à mediocridade

Sem os tablóides ingleses...
Com ou sem a família real
A incessante idéia da mediocridade me apavora
Pela casa o azedume das ruas
Não é agresssão, é a calamidade viva
E vem crescendo ferozmente...
Um inimigo atroz...muito pior que os vilões dos filmes de terror!
E depois de muito pensar, e ver a realidade...
Eu prefiro me abster de algumas quimeras
E depois de tanto tempo dormindo...Eu abro os olhos...
Vamos beber...eu quero dormir de novo...

domingo, 7 de junho de 2009


Por que sinto tanta raiva? É por que me sinto indignada? É por que me sinto enganada?
Apesar de não ter nenhum laço que me liga a você?

Por que me sinto realmente triste, com vontade de chorar? Mesmo não podendo ou querendo demonstrar esta fraqueza que me consome durante todo o dia?

Não quero falar de algo que não sei se existe, que provavelmente são apenas hormônios ou qualquer outra coisa bioquímica que passará com o tempo etéreo...

Mas não consigo, porque a raiva passa e a tristeza também. E acabo sempre tornando ao início, lamentando que você não volta, e derramando sobre a fria terra este rio de lágrimas prateadas que foram obscurecidas pela sombra da sua indiferença gritante...

quarta-feira, 3 de junho de 2009


E de repente parece que tudo faz e não faz sentido...

Como posso entender uma coisa que não conheço?

O que é comodo as vezes pode incomodar, mas agradando ninguém se importa...

Carpe diem, carpe noctis...

Nem tudo o que está escondido precisa ser revelado

As vezes o misterio da noite e o mesmerizar das sombras tremulantes estimulam

E fazem com que o imaginário voe alto

Fazendo com que os corações não cessem de bater na noite vazia...

domingo, 31 de maio de 2009



O que é essa dúvida que assola meus pensamentos?

Surgindo do nada, leva embora toda a sanidade q eu já nem tinha mais...

Incorpora em meu ser fatos lisérgicos, momentos efêmeros e instantes surreais

Seguir o corpo ou ou coração? O fato de sentir-se desejado ou querido influencia tanto assim afinal?

O que será melhor não sei... Mas se deixar levar pela história escrita pelo destino não dá... Não é o certo a se fazer

Pra cada peso há uma medida, e pra cada vida o final construido peça por peça por nós...

Deixo-me levar por fatores muitas vezes irrelevantes, e assim deixo o certo passar desapercebido a minha frente...

E não adianta correr atrás do prejuízo... o prejuízo corre mais rápido que você e te passa uma rasteira, da qual você não consegue levantar

Ser racional é bom, mas racionalizar demais leva você a não agir por impulso, novamente deixando passar a oportunidade certa

Agir por impulso, sem pensar nem ponderar, também pode levar tudo pelo cano... te deixando numa saia justa pensando no que podia ter ou não acontecido, se foi certo ou errado...

E a culpa começa a corroer, pelo fato de ter posto os pés pelas mãos... trocando o puro pelo devasso sem medir as consequências ou pensar no que você quer...

Difícil é perceber a besteira, ter aproveitado e gostado e depois ver que mesmo sendo proveitoso, não era aquilo que você queria... e depois queimar a cabeça de tanto pensar e não achar uma saída para a incógnita lançada... ficar entre magoar 2 contrários, talvez não tão contrários assim, mas com tempos diferentes, experiências diferentes, intenções diferentes...

Pudesse eu mixar os 2 pegar o melhor de cada e formar apenas um... como um alquimista em busca da fórmula perfeita...

A quimera perfeita...




sábado, 30 de maio de 2009

Você ainda vai me amar de manhã?

Não quero muito das coisas...
Da vida, apenas aquela brisa que toca o rosto...
Dos amores, apenas a nuance do sentimento...
Dos pés, somente os passos que nos levarão aos confins da vida
Sem controle, sem...transcender a essência...
O puro, o libertino, a terra do nunca...
"Você ainda vai me amar de manhã?"

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Na dança épica...As luzes da Ribalta

É assim...o fim das idéias mortas
Com todo o respeito, mas estamos todos errados
Para o teu deleito e tua família...
E me diz, será mesmo que eu pequei?
Se não me fez rei, ou se não te coroei minha rainha?
No meu jardim da vida, nem margarida...sem flores...
Como o escudo reluzente prateado de Perseu
As pedras da Medusa...Ou as minas do Rei Salomão
Onde não tem vez nem Alibabá, muito menos seus ladrões
Mas se a luz definhou, no porto sem águas...
O fim da trégua marca o início da era florida...
Que finge dor, como a melhor atriz...
Mas a dor que deveras sente, não sentia...
E na epopéia sem fim das ondas coloridas...
Na ausência das cores, no palco...
O renascimento das idéias em cena...
O branco...e o preto...E fecha-se as cortinas!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Donzelas, dragões e outras histórias...

Para um preço, um brilho sem cor
Um diamante bruto, amontoado valioso de carbono
Raro, como um sentimento puro!
Ventos embaralham as cartas do meu moinho
Será que é ela? Será que ela é a moça? A atriz?
Será que ela mora tão longe...na terra do algodão e do parede de giz?
Ou mora aqui mesmo, a muitos metros do chão?
Ela sabe quantos destinos tenho em minhas mãos...
É perigoso ser feliz...seria melhor viver em vão?
Me leve para onde não se pode imaginar...além dos sonhos...
Sem pódio, sem champagne...só a donzela...sem o dragão!
Enquanto tudo isso durar, eu olho a cidade em torno de mim...
Damas em apuros? Apenas messalinas...ganhando seu pão de cada dia
Façam silêncio...é o circo...está passando o palhaço
O palhaço de um circo sem futuro...
Um futuro tão nostálgico, que nem parece futuro!

sábado, 23 de maio de 2009

Eu...


Eu...
No útero de minha mãe já sabia
Que aqui fora existia vida e morte
Já sabia que meu destino era sofrer

Sabia que aqui me esperavam rios
Vermelhos e salgados
Do sangue, suor e lágrimas
Daqueles que vieram antes de mim

Já sabia eu, que haveria aqui fora
Um lugar inóspito
Cheio de intriga, ódio e desunião
Com monstros e pesadelos muito reais

Mas mesmo sabendo tudo isso
Quis poder ver com meus próprios olhos
Todo o escuro que neste mundo reina
Com sua rainha fome e a princesa miséria

Quis nascer, pois tinha esperança
Que morre no meu peito
Junto com a alegria
E o amor por essa vida vazia

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Insanidade Coletiva

Depois de um inverno frio e solitário, uma aurora
O Sol brilha no meu céu tempestuoso
Eu andei muito...vaguei só por esses planos espinhosos
Sangrei sob as árvores do Éden...
Chorei e praguejei no alto das montanhas
As nuvens verteram lágrimas pelo caminho
Vês...é a hora das incertezas lúdicas
Os ventos trazem as insanidades das mentes sadias
O caminho da luz em traços sombrios
A inocência de uma criança em um jogo sádico
No altar há um rei...rei da alegria, e da dor...
Em sua mão uma escolha
Em sua cabeça...duzias de loucuras
Em cena, uma nova era de glórias e injustiças
Onde os fins que justificam os meios?
Um passo pela vida...o chamado da morte
Mais uma cabeça rola para debaixo da cama...
Uma operação de sucesso...O Impiedoso ganhou mais um soldado
Não há tempo comemorações...fugindo do campo de batalha...
O mundo urge...mas a caravana continua a passar...
Agora eu sou humano...nem bom, nem mal...apenas humano!

segunda-feira, 18 de maio de 2009


Pensei em você a semana toda
Queria te mostrar o que é invisível
Mas o medo me impede,
É quase impossível.

Sinto a distância maior, embora
Tenhamos nos aproximado
Será mais difícil agora
Saber o que é certo ou errado.

A razão de tudo acontecer
Sem nexo ou conexão
É você, que me fez
Escrever esta canção.

Você está em mim
Espalhou-se dos pés a cabeça
Meu início meio e fim
Quero que você conheça

O quanto eu gosto de você
Eu nem preciso dizer
Sei que você sabe
Talvez não queira entender

Meus detalhes e segredos
Meus erros e contradições
Vá fundo em meus erros
Conheça as minhas razões