terça-feira, 5 de janeiro de 2010


Uma sensação estranha de lacuna preenche meu ser
A vontade inconsequente me domina
E o desejo soberbo de te ter agora
Anuvia minha mente

Meu corpo se aquece
Minha respiração falha
Meus lábios congelam em um sorriso lascivo
Ao pensar em você

O calor da sua pele
A voz penetrante embaralhando meus pensamentos
O toque suave e firme simultaneamente
O cheiro inebriante que me captura

Como pode haver tamanha atração?
Como? Se você não é nada parecido com meu ideal?
Afinidade é uma coisa bizarra
E é quase certa a máxima de que os opostos se atraem
Porém a nós se aplica que os dispostos se distraem...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010




E novamente eu sinto a vida
pulsando a olhos nus...

Sinto em teu punho
O pulsar latejante do líquido rubro que nos mantém vivos
Sinto num beijo o calor que emana
Sinto na carne o arrepio de prazer
A energia infinita

Vejo em seus olhos o júbilo
O mais puro regozijar
A vergonha e o acanhamento gerado
Pela sensação de duvidoso

Mas venha minha criança
Se liberte dos medos pueris
E venha comigo voar e
Partilhar desta estranha sensação

Que nada mais é que a simples vontade de ser quem se realmente é
Que é o ser livre sem amarras e preconceitos
Que é o amar o sublime sem ter medo...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009


E o meu desejo, que antes era distorcido
Embaçado
Tomou formas reais e mostrou sua verdadeira face

Quero você
Quero te conhecer como todo
E não ver somente o que os outros também podem ver...

Deixa-me ver o que você é
E não me mostra só o que quer
Não tenha amarras, vergonha, pudor ou receio algum

Porque tudo o que vier, receberei de braços abertos
Algo provavelmente não concordarei, mas é a vida
Só sei que é conhecendo quem nos desperta a atenção é que começamos a compreender algo maior ao nosso próprio respeito

Sede meu vício, minha paixão, minha loucura
Sede louco comigo, esquece o que é bonito ou feio
Tira essa venda de mim!

Se mostre nú em todas as suas verdades
Se quiser pequenas mentiras
Mas venha de peito aberto e alma limpa

E não venha pensando que a curiosidade é só minha
Pois de coração limpo e mente aberta também estarei
E perguntas são bem vindas, assim como as respostas fluirão

Vem comigo neste rio de águas turvas
Ajuda-me a ver o fundo
E descobrir o que há ...


quinta-feira, 19 de novembro de 2009


E não foi por falta de tentativas que eu fracassei...
Não, o fracasso não chegou
É tempo de ser diferente
E é na hora em que pensamos que o contrário finalmente prevaleceu
Que encontramos a persistência heróica do louco dentro de nós

Sei que persistir no erro é o engano dos ignorantes
Mas e se você não ignora os fatos e apenas os reconhece?
E se por acaso, mesmo sabendo que é errado
É aquilo que te apraz e te faz respirar?

O errado nem sempre é errado
A dependência do tempo e do estado de espírito dão conta de manter a exceção a regra
No momento em que você admite que quer alguma coisa não adianta pesar
Por mais que você pense ser errado, que irá te fazer mal, isto é a unica coisa na qual consegues pensar

Siga o caminho de espinhos, ou siga o caminho de ouro
Podem até te dizer que o caminho de dor é o errado
Que o prazer instantâneo gerado não irá suprir suas necessidades a longo prazo
Mas se é isto que queres no instante faça

Aquele que reteve seus impulsos por muito tempo
Desaprende a ser espontâneo nos momentos certos
E depois de arrepende
De nunca ter feito aquela pequena loucura...

sábado, 29 de agosto de 2009

Bem Longe Daqui

As vezes eu penso que meus únicos amigos
São somente este papel e essa caneta
Não adianta remexer no passado...
As velhas fotografias e as velhas cartas
Sonhos bobos de um garoto que dscobriu o amor...
Sonhos tolos de um garoto que descobriu nesse amor, a solidão!
Embaixou dessas velhas escadas eu derramei meu sangue...
Nessa mesma escada eu verti lágrimas em teu nome...
O que posso eu fazer com toda essa bobagem?
Se ainda não aprendi a mandar nessa tolice chamada sentimento...
Se meu coração fraco, mesmo machucado, insiste em se ferir...
Na verdade eu queria ir para bem longe daqui...
Tão longe que minha cabeça não sintonizaria a frequência da sua imagem...
Tão longe que você perdesse o caminho dos meus sonhos...
Agora deixe-me trilhar meu tortuoso e pedregoso caminho...
Caminho para o nada...para sabe lá o que...ao infinito, e além!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009


E agora, que meu mundo mudou de cor, o que farei?
Aquele mundo em cores, cheio de vida, se foi,
E agora tudo é monocromático
Uma cor de cada vez

O vermelho da raiva tomou conta de tudo
E por onde eu passava so via a cor do sangue
E tudo tingido de carmin
E o sangue pulsando nas veias

E o azul do céu aos poucos tornara-se cinza
Juntamente com a cinza das árvores ao meu redor
O verde se foi e com ele a música
E o unico verde que restou
Foi o da mágica da pequena fada...

Resta tbm o amarelo escaldante
Do sol que queima qualquer vestígio de vida
E o laranja do fim do dia,
Que anuncia a chegada das horas mais escuras
Nas quais, nem a sua sombra é sua amiga...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Operários da Podridão

Juntai-vos, filhos carbônicos da terra...
As vítimas do dualismo...excêntricos...impróprios...
Neuróticos da nova era...digital...industrial...espacial
A água que lava a minha mão, os outros bebem!

Vamos vermes, operários da podridão, trabalhem...
Roam tudo, não deixem nem as unhas, tampouco os cabelos...
Desenlacem a antiga fibra da dor vivente
Tirem dos olhos, aquelas...pálpebras dementes!

Voe corvo...emissário das ruínas...anuncie aos quatro ventos o pânico...
Denuncie as almas, policie os fantasmas...
Entregue ao barqueiro os corpos inanimados...
Mas deixe que os vermes façam seu trabalho!

Impacientes atravessadores do velho Aqueronte
Seu trabalho dobrará com o anúncio do fim...
Mas prepare bem os braços barqueiro...
A encomenda ultrapassa a quantidade de estrelas no céu...

O vento sopra enquanto eles rastejam na sarjeta...
O mesmo vento vento que move as caravelas...dos moinhos quixóticos
O bom amigo vento, que bagunça os cabelos
O valor comercial, imparcial: Vento, o disseminador de sementes!

Sem mais, o prelúdio de uma nova dominação...
Do protocolo da inundação aos números incólumes da seca
Se mais ninguém sente as chagas do mundo,
Venham, Anjos do Caos, terminem os trabalhos dos homens!