quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Paradoxos desconexos

Feche os olhos e me diga: o que você vê?

Uma janela para a liberdade ou as grades para uma prisão?

Um céu azul com um sol radiante ou um grande manto negro?

Cada um escolhe o que quer ver...

O mundo é tão frio para quem não quer sentir...

É tão fácil fazer sangrar um coração...

Novos dias de luz chegarão...a qualquer momento...

E todas as chagas sobre o mundo serão curadas...

Todos os nossos erros serão absolvidos!

Eu vejo rabiscos nesse chão de terra batida...

Segredos de uma criança? Confissões de um ancião?

Um céu cinza esconde os prazeres de um belo dia de inverno...

Uma grande lua prateada revela as belezas de uma bela noite de verão...

Você tece suas linhas do amanhã nas caminhos de hoje...

As lembranças do passado, são meras fugas do presente...

Mas não se engane com a minha presença...

Pequenos detalhes podem estar incrustados em meu olhar...

Não se engane com meu sorriso...

Eu posso estar guardando mais do que você pode imaginar...

Abra seus olhos e diga: o que você consegue ver?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011


O que nos leva a pensar que podemos perder algo que realmente nunca foi nosso?
Quem inventou que o que se quer se pode ter, sem nenhuma consequencia ou dor?
Só se ama realmente o que se perde,
E quando foi perdido não se acha mais...
E se achamos, já não é o mesmo.

As cicatrizes da viagem de auto-piedade, 
Da jornada interior após a perda,
Mostram o quanto não se sabia sobre o carinho por alguém.
Alguns não aguentam, tentam disfarçar com tatuagens de novos amores pseudo-resolvidos
Enquanto existem os enganadores, que ostentam suas marcas dizendo tê-las superado.

Só aquele que realmente percebeu o que perdeu
Somente o nostálgico careta percebe,
Que mesmo tendo sofrido tanto, o passado não lhe pertence mais
E o presente é doloroso, mas é uma lição...
Para que o futuro floresça, e você continue achando a vida bela.

Pois uma rosa mesmo bela machuca,
E nem por isso você deixa de apreciar a sua beleza.
Amor nunca encontrado não é amor perdido
É amor frustrado, doído, vazio.
E aquele que diz ter perdido um amor e não tem suas cicatrizes para mostrar
Não deve ser digno de se confiar...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Little Girl

Queria não pensar tanto...

Não me importar tanto com as coisas que eu considero errado...

Esse é o mundo real, eu preciso me acostumar...

Não é maldade ou chateação, é apenas preocupação exagerada...

Minha pequena...Que agora eu já não sei se posso mais chamar de minha...

Não pense demais...

Tantos mundos, tantas vidas e fomos cair logo nesse abismo...

Peço desculpas por não poder ser o que você quer que eu seja...

E por escrever apenas essas breves linhas...

É que quando o medo bate a porta, é que a nos damos conta...

Que, às vezes, os sonhos podem ser realidade...E o tempo passar voando para nós...

segunda-feira, 29 de março de 2010

E caminhando pelo mundo eu vou
Tentando não me prender a lugar algum
Deixando apenas um rastro de poeira
E um crepúsculo oriental para trás....

Sigo o caminho das pedras tentando desviar do caminho de espinhos
E procuro o caminho das rosas
Mas sei que antes de chegar aos elíseos
O caminho será nebuloso e sulfúrico...

Mas o que é o ser humano sem a dor?
Sem nenhuma demonstração de que se sente alguma coisa,
Ruim ou boa, saudável ou não
Sem sentimentos não nos distinguimos das criações feitas por nós
Sem consciência de que existe um determinado momento
Onde o que importa não é o todo que todos dizem
E sim o indivíduo pleno em suas certezas e dúvidas...

sábado, 27 de março de 2010


E novamente sem ter nada ocupando a mente eu me pego pensando no que poderia fazer
Penso em quem poderia encontrar, onde poderia estar...
E mesmo não querendo, mesmo indo pra outro lugar, eu sei exatamente o lugar aonde gostaria de estar...
Devaneios tolos de uma mente desocupada, uma jovem que se tranca em sua mente
Que anseia por aflorar os mais íntimos sentimentos, as mais loucas vontades e os mais tristes pesares

Voar...
Quem dera voar por entre a floresta de confusões que habita minha mente
Ou construir uma estrada, não a de tijolos amarelos (ou talvez sim, por que não?)
Mas uma estrada real, que leva a um local real, a um ser real, a você

E sem pensar nesse papo de amor e alma gêmea, sem essa baboseira de apaixonados e afins
A paixão é um guia cego, que é traiçoeiro e doce
E te leva onde quer
E o guia da cegueira rubra, não vê cor, raça, credo ou classe social
Ele só leva, sem medir as consequências, até a tênue linha entre sanidade e loucura...

domingo, 21 de março de 2010

Agora, de verdade verdadeira, eu sei o que é.
Sei o que é sentir aquele aperto no peito, aquele vento que traz um perfume.
Sei o que é olhar repetidamente para uma foto,
esperando que alguém saia de dentro dela e se materialize na minha frente.
Sei o quanto é angustiante esperar um sinal, uma palavra e dia após dia, só sentir o silêncio.
Sei o que é dormir com o celular ao lado esperando uma ligação, e também sei o que é não conseguir dormir,
por não receber um retorno sequer.
Sei bem o quão demorada pode ser uma semana, ou quão lento pode ser o passar de um ou dois dias.
Sei agora que aquelas cenas de filmes, do mocinho encontrando a mocinha depois de um tempo (aqueles com os quais eu tanto choro), não existem.
Sei que não importa o quanto ou o que você espere, nem sempre todos conseguem te enxergar.
Sei que anos não aplacam o medo de falar, e mesmo quando o medo morre, pode ser que morra também a sua oportunidade.
Sei o gosto da ansiedade, aprendi também o gosto amargo da despedida.
Agora eu sei o que é a saudade, e sei também o que é a solidão.
by Karen

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Sempre o Olhar...

Esses olhos negros, de olhar intenso e ameaçador, insultam ao mesmo tempo que me seduzem.
Há um cantinho dentro desses olhos, onde se esconde o medo de chorar, e tão imponentes lançam esse brilho negro para tudo ofuscar.
Esse olhar... ah sempre esse olhar... questiona o que eu não posso revelar, me penetra a alma em busca dos meus segredos desvendar. Nem as angustias da sua dona conseguem arrancar, o brilho profundo e intenso desse avassalador olhar, que me olham e me vigiam, será que me desejam ou é só medo de amar?
E se deito ou me levanto, sempre levo comigo a lembrança desse eterno olhar, tão intensos e arrebatador que eloqüente fico a sonhar... um dia hei de ser meus... os olhos... a dona, e o reflexo do beijar.

Por Fátima Rodrigues