As folhas caem, o tempo passa...e o mesmo eu retorna...
O mesmo corpo, a mesma fadiga de viver...
Voltamos ao ponto de partida da mesma estrada perdida da minha solidão...
Como pode alguém ser tão sozinho quando envolta por tanta gente?
Ao ponto de que nem quem fala com você nota sua presença...
Havia um tempo em que eu ainda acreditava...
Acreditava no mundo...acreditava em tudo...
Mas eu estava ocupado demais para perceber...
Que enquanto o mundo gira, os poetas morrem e as pessoas mudam
Agora o que me resta é andar por entre as folhas caídas...
Para onde não sei...Sem rumo, sem destino certo...
Uma escolha não intencional...Me tirem daqui...
Não finja que se importa agora...
Eu não quero mais...
Eu não escolhi ser deixado de lado...


